Playlist: Ingrid Michaelson

Poderia ser muito mais coerente se eu escolhesse falar de alguma das 60 bandas que vão ao Lollapalooza, que foi o assunto BOOM dessa semana que passou com uma Line Up tão pensada e bem escolhida como de 2013. Mas, infelizmente, ainda temos 5 longos meses até a espera do festival para conhecer cada CD e cada som. Então, em meio a este tiroteio de grupos bons e com músicas ainda melhores, no final das contas, é uma ótima parar, escutar um sonzinho que acalma, relaxa e traz admiração pela fofura de uma voz doce e de um instrumental nessa mesma onda.

Ingrid Michaelson foi meu resgate pra começar outubro! Lembrando um pouco Regina Spektor, artista de berço e filha de uma compositora com um escultor, a norte-americana foi moldada desde sempre pela arte da música e, escapar deste destino artístico, não seria tão fácil.

Com o primeiro CD independente lançado em 2005, Slow the Raincontando experiências da sua época de faculdade, Ingrid já começava a costurar uma música de fácil identificação para as pré-adolescentes que também vivem momentos nostálgicos, como, por exemplo, na letra de The Hat, ao lembrar de Binghamton, a universidade que frequentou grupos acapella.

A primeira música que ouvi de Ingrid Michaelson me marcou não especificadamente pelo início recitado e muito menos pelo conflito interno que discute amor próprio com um relacionamento nunca imaginado, mas sim pelo efeito sonoro inicial entre o right e o left surtido no Headphone, ser incrível na versão de Die Alone!

Após mais 2 CDs lançados desde o primeiro, Ingrid, no geral, continuou falando de amor, sendo melosinha, sendo fofa e causando uma vontade imensa de tocar um violão ou de estar perto de alguém. EmEverybody, de 2005, a música homônima confirma toda essa graciosidade ao cantar “Everybody wants to love, everybody wants be to loved…”.

Diretamente do seu último e recente álbum Human Again, um clipe que vale a pena ser visto é Blood Brothers , muito bem feito a partir do recurso de Time Lapse, do uso de referências artísticas, mas ainda me deixando em dúvida se bato palmas pra produção ou para a pele da cantora, que se submeteu a ser montada e desmontada em um dia de gravação.

E já que oscilei entre sonoridade, letra e clipe, por último (só que nunca menos importante), um cover do Radiohead que até o ator brasileiro Wagner Moura já gravou, é aquele perfeito para este domingo.

 

por: Maria Fernanda Manna

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