Quem vai ao cinema achando que vai assistir mais um romance adaptado para as telas e dirigido por Joe Wright como “Orgulho e Preconceito” ou “Desejo e Reparação” (amo ambos) está quase certo, e eu digo quase porque sim, Anna Karenina é um livro adaptado para o cinema, mas dessa vez vem com uma carga de drama muito maior, digna de Tolstói, autor da obra.
A primeira impressão é que você comprou ingresso para o lugar errado, pois o que você assiste é teatro, dos melhores e mais criativos, com as trocas de cenários e bastidores, ali na sua frente. O impacto visual é dos melhores, assim como a atuação a principio delicada dos atores e que vai ganhando força no decorrer da história, muito se falou da escolha de Keira Knightley, mas ela fustiga com a beleza aristocrática perfeita para o papel. Aliás, papel e figurino que levou o Oscar desse ano, mais que merecido!
Para quem não conhece o livro: Na Rússia do século XIX, Anna Karenina (Keira Knightley) é casada com Alexei Karenin (Jude Law), um rico funcionário do governo. Ao viajar para consolar a cunhada, que vive uma crise no casamento devido à infidelidade do marido, ela conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson), e a atração é logo de cara. Em uma sociedade machista, na qual a mulher não tem direito a escolha, enfrentar e escolher a felicidade tem seu preço. Mas o filme mostra muito mais que uma relação extra conjugal, fala da agricultura, posse de terras e também tem um contraponto e um mocinho romântico em uma história paralela.
Trailler aqui!

















